Numa mão cheia de ondas em que o meu corpo flutuava, o balanço de sobe e desce levou-me a outra paragem, à terra do além, este movimento permitiu que as ondas abafassem o imenso e perturbador barulho que estava no exterior, crianças a gritar e pessoas a ter conversas sem fim no areal que por sinal se encontrava quase esgotado. Enquanto estive longe daquele sitio pensei, reflecti e imaginei coisas repletas de fantasia em que nada era exagero apenas despido de preconceitos e imoralidades. Uma vez por outra, por entre a meia duzia de ondas que passaram a água banho-me a face, parecia quase como um chamamento para a realidade, nao liguei muito, fiz questao de ignorar e continuar no mundo que por segundos tinha criado. O mar estava ligeiramente calmo, existia apenas uma corrente que alastrou o meu corpo uns 3 metros para a direita, como concentrada que estava deixei me levar sem a preocupação se era ou nao capaz de voltar para trás. A tranquilidade que estava estabelecida na minha cabeça ficou a pairar mais uns minutos, estava bem e sem inquietações. Quando de dentro do mar vem uma ondulaçao mais forte vi me forçada a terminar a viagem, tirei a cabeça da agua salgada que se tinha entranhado nos meus cabelos e de novo tinha voltado a ver e a ouvir as pessoas e a escutar o marulho( barulho do mar) tinha terminado assim a paz que tinha descoberto dentro de mim e do mar.

obrigada por seguires querida :)
ResponderEliminar